Em 500 a.c. na Ásia Menor, Irã,
Existiu uma cidade famosa por seus e sua liberdade,
Chamava-se Pasárgada.
Se todos seus amigos vão embora,
E o deserto da cidade te esnoba,
Então é hora de ir embora,
Pra Pasárgada, Pasárgada, Pasárgada êh êh.
Lá sou amigo do rei, e uma amiga me espera eu sei,
Lá tem alcaloide à vontade, ninguém vem te impor autoridade,
Pasárgada, Pasárgada, Pasárgada êh êh.
Lá ninguém te ensina como beber vinho,
Como escrever um livro, como cuidar de seus duendes,
Lá ninguém te ensina, como temer a vida,
Como esconder teu corpo, lá não há doentes.
Pasárgada, Pasárgada, Pasárgada êh êh.
Lá posso dançar sossegado, entre qualquer tempestade,
Ver o dia nascer segurando o sol entre os dentes.
Lá jogo cartas com Deus,
E os diabos são todos amigos meus,
Lá se respira poesia noite e dia,
Dinheiro e violência, não são mais armas são só coisas antigas,
E não há mais nada que se possa fazer,
Que vá me fazer ficar por aqui,
Seduzindo monstros e princesas pra sobreviver!
Vou me embora pra Pasárgada.
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