segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Érika

Érika era uma menina que jogava capoeira,
Qualquer jogo pra ela é brincadeira.
O Hospital Borges da Costa foi trazido da França no início dos anos 20,
Era lá que agente morava, era lá que agente se amava.

O instituto dos Borges era um antro um refúgio de animais artísticos sedentos de amor,
Pelos corredores atrizes atores, pelos quartos milhões de maneiras de amar.
Era ali que o bicho pegava, justamente ali a vida brilhava.

Hoje sei aquele amor aquela mágica estão comigo,
Mesmo que alguns amigos não percebam onde mora o perigo,
Mesmo que a casa casa caia, o vento mude, a mesa vire,
Mesmo que a vida pareça esta querendo jogar...

Fred com certeza era o melhor,
Veio da Bolívia de Buzú,
Com um pneu de mais de trinta quilos sem ninguém saber!
Ai rolava o sarau, ai rolava a derrama,

Por quase vinte anos, houve uma utopia,
Moradia Estudantil Borges da Costa,
Estudantes expulsos sangrando,
Policiais batendo e  sorrindo.

E agora? onde estão?
Poetas e loucos,
Artistas aos poucos,
Anarquistas e músicos,
Ativistas malucos?

E agora? Pra onde vão?,
Atrizes e atores,
Criaturas da noite,

Performers sem nome,
Viciados em arte? 


Hoje sei aquele amor aquela mágica estão comigo,
Mesmo que alguns amigos não percebam onde mora o perigo,

Mesmo que a casa casa caia, o vento mude, a mesa vire,
Mesmo que a vida pareça esta querendo jogar.



Nenhum comentário:

Postar um comentário